Ana Rosa

Postado por Yuri Kiddo em 18 - dez - 2009

Tudo que foi dito no passado ficou. Mas as emoções passaram como um filme que assistimos, nos emocionamos e depois esquecemos.

Ele nunca mais a viu como prometeu, ela nunca mais ligou, como prometeu. Parou de correr atrás, agora corre na frente. E ele, sem conseguir alcançá-la, parou de correr.

A garota com nome de estação, a mesma que se conheceram, por acaso, num esbarrão dele distraído, num sorriso dela e num pouco mais de olhar. Pronto. Se encontraram e se perderam muitas vezes ali, entre as pessoas, entre os espaços, entre olhares e abraços.

Até não mais.

Ele ainda a vê às vezes misturada na multidão do vagão, na fila do metrô ou no meio dos transeuntes da estação. Ela não o vê, e ele nunca consegue chegar até ela. Seus passos se cruzam, porém não se encontram. Até aqui.

Deixou o bilhete velho e amassado naquela estação de metrô de todo dia, porque um dia…

Minha bela Ana Rosa,

Peço por favor não vá embora. Eu sei que te abandonei e que fui egoísta, mas te peço, por favor, não pague na mesma moeda. Pode ser a nossa vez, nossa última vez, como já tivemos e eu achei que não a veria nunca mais. (E assim era pra ser)

Este bilhete é pra dizer tudo que sabe que não digo, e que se faz necessário ao nosso encontro. Porque sei que, talvez não hoje ou amanhã te encontrarei, mas virei aqui todos os dias até que este bilhete esteja em suas mãos, e você nas minhas.

Pague uma Passagem