Archive for the 'contos' Category
sexta-feira, março 26th, 2010
Na avenida Paulista, em direção ao trabalho, uma senhora de quase um século andava em direção oposta a minha, me olhou, apontou para onde tinham uns moradores de rua acordando e fez uma cara de repugnância. – O que foi, senhora? Ela me contou sobre como esses moradores estragam a cidade, são a escória da [...]
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quinta-feira, fevereiro 25th, 2010
As pessoas tem amigos com quem gostam de conversar. Alguns tem colegas. Outros, conhecidos. E tem também o nível de semi-conhecido. Pode ser aquela pessoa a qual você foi apresentado uma única vez na vida que é conhecido de um amigo ou colega seu. Pode ser também aquela com quem você trabalha no dia dia [...]
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sexta-feira, fevereiro 19th, 2010
É proibido fumar neste local. Vou raspando o cigarro tentando apagá-lo no corrimão antes de entrar no metrô. Utilize o corrimão, garante minha segurança. O segurança me olha feio como se estivesse garantindo alguma segurança, como se houvesse necessidade de. Ninguém faz nada quando entro com meu cigarro aceso no saguão do metrô. Apago na [...]
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sexta-feira, fevereiro 5th, 2010
As pessoas são fodas. O meu fone está quebrado faz um tempo já e só funciona quando quer. Semanas atrás eu estava no tróleibus, voltando de um dia de trabalho árduo, de conversas ásperas e pessoas chatas, só querendo sumir quando de repente o trololó para e fica. Eu estava sentado, ainda bem, porque o [...]
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quinta-feira, janeiro 28th, 2010
- Filho, acorda, todo mundo perdeu a hora hoje! Eram 3 celulares para despertar e mais um despertador de 1,99. Quais são as chances de todas as pessoas da casa travarem e voltarem a dormir!? Era segunda-feira, e foi exatamente o que aconteceu. Começa então a correria de tomar banho, troca de roupa e café [...]
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terça-feira, janeiro 26th, 2010
Já na fila, no terminal, ela o observou. Ele, nem alto nem baixo, nem gordo nem magro. Olhos e cabelos castanhos, uma pessoa, por assim dizer, castanha. Ordinariamente comum para muitos, mas não para ela que o observou. Que conseguiu ver muito mais por trás daqueles óculos marrom. O ônibus não chegava e na fila [...]
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sexta-feira, janeiro 22nd, 2010
Yuri Kiddo acorda atrasado, mastigado e cansado como sempre. Liga o rádio nas news e toma aquele banho “rápido” de meia hora. No rádio, o homem anuncia meu desavanço: “SÃO OITO HORAS E DEZ MINUTOS”. BUCETA! Já era para eu estar no busão esse horário. Não corro, foda-se, já estou atrasado mesmo. Dia de sorte: [...]
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sexta-feira, janeiro 15th, 2010
Acordou, como todo dia acordava, sempre igual. Por enquanto, nem sinal do Sol, o relógio datava cinco horas da matina. Levantou e a passos pesados pôs água para esquentar o café amargo, anunciando seu humor para mais um dia. (…) Em seu bolso, apenas um bilhete que dizia “Feliz Natal”.
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sexta-feira, dezembro 18th, 2009
Tudo que foi dito no passado ficou. Mas as emoções passaram como um filme que assistimos, nos emocionamos e depois esquecemos. Ele nunca mais a viu como prometeu, ela nunca mais ligou, como prometeu. Parou de correr atrás, agora corre na frente. E ele, sem conseguir alcançá-la, parou de correr. A garota com nome de [...]
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quarta-feira, dezembro 16th, 2009
Dessa vez eu estava sentado em um banco normal, terminando de ler o meu A Lista de Schindler, mas aí bateu aquele sono de quebrar pescoço de tanto que a cabeça pesa. Acabei por quardar o livro e recostar no banco, que ficava na janela, e tirar aquele cochilo de olho aberto. Acordei meio sonolento [...]
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segunda-feira, dezembro 14th, 2009
No ônibus você acaba vendo as mesmas pessoas diariamente. Com o tempo você já sabe que aquele carinha tende a cair em cima de você quando cochila, sabe que a senhora gorda ocupa espaço demais no banco, deixando espaço de menos pra você. Sabe que o senhor sempre reclama do motorista, sabe que a menina [...]
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sexta-feira, dezembro 11th, 2009
A cidade é um labirinto, um monstro faminto de garras sombrias. As ruas são caminhos para todos os lugares e para nenhum deles. Ruas próximas, distantes, frias. Tudo assim ao mesmo tempo, com a mesma veracidade. Visceral. Ando por terra, por baixo dela, no busão, coletivo-condução. Me leva sem destino porque não tenho onde ir. [...]
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quarta-feira, dezembro 9th, 2009
Se tem uma coisa que me irrita mais do que velhinhos e velhinhas dando uma de gato de botas esperando que você ceda o lugar para eles, são os defensores dos idosos oprimidos. Certa vez voltava pra casa depois de mais um dia na senzala. Como sempre, no Jabaquara, espero na fila para ir sentado [...]
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segunda-feira, dezembro 7th, 2009
Você acorda cedo, sai de casa, caminha um tempo, dá o sinal, o ônibus pára vinte metros longe do ponto, você caminha até ele, ergue a perna quase na altura do peito, porque muitos ônibus, pelo menos em São Paulo, foram feitos para gigantes europeus e não brasileiros medianos. Entra, luta contra a multidão de [...]
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terça-feira, dezembro 1st, 2009
Em época de estágio a gente quer é sempre sair o mais cedo possível do trabalho, pra chegar na faculdade ou ainda em casa. Ainda quando se mora/estuda a 2 horas de distância(inclua 40 min de trânsito aqui). A dica então é sair sempre 5 minutos antes do horário que você acha que do todo [...]
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